domingo, 20 de junho de 2010

As novas tecnologias educacionais e a geografia escolar: possibilidades e desafios no processo de aprendizagem da climatologia no ensino fundamental

(Denizart S. Fortuna – UFF)

O que é tecnologia? 

Referem-se aos conjuntos de técnicas desenvolvidas pelo homem para auxiliar na vida diária. As funções dependem dos contextos culturais e da disponibilidade financeira que se tem. Temos novas e velhas tecnologias. As velhas tecnologias são e devem ser utilizadas e as novas (eletrônicos) devem ser aprendidas para auxiliar em diferentes momentos e práticas.

Entrar no saite para que os alunos percebam que num local há uma previsão e em outro outra, e assim trazer a aplicabilidade da climatologia, utilizando após a visualização on line  o livro didático (tecnologia velha), porém muito eficaz.

As massas de ar representadas, embora sejam pontilhadas, não dá visão do que é no dia-a-dia. O  site permite as variações ocasionais, permitindo a visualização das massas de ar. Os alunos podem produzir materiais para o ensino da Climatologia, a postura em relação à aprendizagem muda.

Ao visualizar as correntes de ar on line percebemos que há massas de ar mais fortes impulsionando as mais fracas, as massas quentes e as frias (verão/inverno) conforme as posições (compreensão e não mero entusiasmo pelo computador).
Visualizar as precipitações, condições atuais para perceber as condições atmosféricas.
Análises rítmicas – através dos gráficos podem perceber as condições do clima com as devidas significações.

Fatores geográficos / organização sócio espacial – existe um programa no RJ (Programa PMRJ “Rio 500 anos” 2001) – Através de simulação de vôo por cima do RJ observamos em figuras tridimensionais a localização (organização espacial) do rj noção de espaço. Podemos acionar a janela – ação do tempo e ver como era antes da colonização, para perceber as ações do tempo. Fazer a simulação através da comparação do que acham que as mudanças podem ter feito para influenciar no clima. Será que permanece igual? Porque? Despertar a pesquisa. Não despertar só a curiosidade, mas questionamentos a partir da observação. “Os recursos são eficazes, mas não são autônomos, o profissional da educação que tem um estudo sobre os assuntos diversos é que deve fazer a interação com os novos recursos”.

O profissional deve  fazer a busca e avaliar o que pode ser utilizado, pois somente o Livro Didático não atende a um ensino eficaz o emprego das tecnologias como recurso pedagógico implica em domínio aos procedimentos por parte do professor, ou seja, habilidades para o manuseio e tratamento das informações e a efetiva contribuição no processo de aprendizagem do conteúdo escolar a ser desenvolvido.

Filme "Julie & Julia": o Blog em diferentes gerações.

Ao pensarmos nas tecnologias educacionais como recursos de aprendizagens, não podemos deixar de falar nos “Blogs”. Afinal os blogs podem servir como orientadores divulgadores de algo inovador ou mesmo meio de diversão.
No filme “Julie & Julia” percebemos o quanto o Blog poderá mudar a vida de alguém. O filme traz ao mesmo tempo as histórias: de Julie Powell e de Julia Child.
Julia Child (Meryl Streep) era uma ex-secretária do governo que cansou de ficar na Europa sem fazer nada e começa a buscar algo para "ocupar" o tempo. Quando pergunta ao marido o que ela poderia fazer ele diz para fazer aquilo que ela mais gosta, rindo ela diz que é "comer". Depois de passar por curso de chapelaria, brigde, e outros mais ela decide que a comida é seu maior prazer e resolve aprender a arte da culinária francesa. Inscreve-se em curso, só que nele era ensinada somente coisas básica, como por exemplo, "como cozinhar um ovo". Ela irritada com a coordenadora do curso diz que quer fazer algo mais difícil como "desossar um pato". E assim se torna a primeira mulher a entrar, e se formar, oficialmente pela maior escola de culinária do Mundo a Le Cordon Bleu. Publica seu livro depois de muito trabalho, somente após anos de investimentos., por não conseguir reconhecimento.
Meryl Streep / Julia Child
Julie Powell, era uma operadora de telemarketing, que por se sentir sem perspectiva resolve por sugestão do marido montar um blog, do qual faria um relatório diário de tudo o que acontecesse no decorrer de seu projeto: cozinhar as 536 receitas do livro de Julia Child (admirada desde sua infância) em 365 dias. A princípio ninguém acessava seu blog, somente sua mãe, porém com o tempo tornou-se um dos mais visitados, o que promoveu o interesse de várias editoras em publicar um livro e atualmente foi feito o filme.
Amy Adams
“Julie Powell hoje não é mais funcionária pública. É escritora e já teve alguns livros public inspiradora (13 de agosto de 2004). Agora Julie mantem o blog "What Could Happen?" onde fala de sua vida como antes, mas agora sem a loucura corrente do projeto de 536 receitas em 365 dias.”
Julie Powell
O filme nos permite perceber que por mais difícil que pareça manter um blog funcionando pode ser bem divertido e gratificante. Mesmos que não seja visitado a princípio, com o tempo poderá ser descoberto e tornar-se um veículo de informação importantíssimo. Podemos até não ter comentários, porque muitas vezes os leitores ficam somente lendo o que está posto, mas quando se tem objetivos, temos que continuar, perseverar, nem que seja pelo simples dialogar consigo mesma.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A MUDANÇA DA SALA DE AULA PARA O CIBERESPAÇO

As novas tecnologias digitais a cada dia estão mais ligadas as nossas vidas e interferem direta e indiretamente em vários setores da sociedade.

No campo educacional isto não é diferente, elas sugerem uma transformação do ambiente de aprendizagem, possibilitando formas diversas de acesso a informação, pensamento, raciocínio e a hipertextualidade no processo de construção do conhecimento.

Neste contexto, se faz necessário a transformação da prática pedagógica, exigindo dos educadores uma quebra de paradigmas e um novo olhar para seus alunos, levando em consideração a sua multidimensionalidade.

A utilização adequada das novas tecnologias na educação possibilita que o processo de aprendizagem se aproxime da natureza viva e interdisciplinar do processo de construção do conhecimento e da interatividade dos processos cognitivos.

Com os avanços tecnológicos as competências intelectuais, afetivas e éticas progridem para uma visão multidimensional do espaço escolar, ampliando a sua área e contribuindo para um ambiente vasto de aprendizagem.

A prática pedagógica ainda esta aquém dos avanços tecnológicos, porém um avanço considerável pode ser alcançado através da interatividade, conectividade e hipertextualidade, transformando a visão saber.

A tecnologia atual proporciona a transformação da ação pedagógica e cria novos ambientes de aprendizagem. Com isso a um rompimento da pedagogia das certezas, dos saberes pré-fixados e surge uma pedagogia da pergunta e do acessamento de informações, da complexidade, possibilitando "ferramentas" novas para o trabalho como a diversidade, a surpresa e a imprevisibilidade.

Nesta nova configuração pedagógica, o contexto do sujeito/objeto ganha importância, sendo considerado espaço cognitivo que possibilita um avanço do conhecimento num processo de construção e reconstrução de projetos cognitivos locais, que se generalizam através da qualidade e do exemplo. Este novo referencial mostra a complexidade, as contradições, a imprevisibilidade, mutabilidade e a criatividade das relações interpessoais e sociais do ser humano, evidenciando a unidade e diversidade do mesmo e os significados e inter-relações construídas e transformadas pelos indivíduos.

As mudanças oriundas dos avanços tecnológicos possibilitam um novo estilo de sociedade com novas formas de pensar, aprender e de se organizar, gerando um novo ambiente cognitivo. Novas linguagens são socializadas como reflexão do observar, do conhecer, das ações e das emoções, caracterizando a singularidade do ser humano e compondo um ambiente de interação cognitiva, ciência e vida cotidiana.

A complexidade das relações sociais exige um perfil social mais flexível, com estratégias de colaboração entre os pares e uma educação aberta e dinâmica que organize o processo de adaptação entre homem-sociedade-natureza e os limites dessa adaptação.

O novo sentido do aprender requer uma aprendizagem contínua, exigindo da escola um espaço de troca e construção de saberes e competências e isto somente se dá com novos pensamentos, valorizando a relação entre educação e cultura, o desejo, a sensibilidade e a afetividade.

Este cenário requer que a educação desenvolva a habilidade para contextualizar e globalizar os saberes, através da diversidade de conexões, criando assim um ambiente propício para a interdisciplinariedade, multidisciplinariedade e a transdiciplinariedade. Neste contexto, paradigmas do individualismo pedagógicos devem ser quebrados e a construção de novos ambientes de aprendizagem/ensino devem passar a fazer parte de nosso cotidiano.

Os novos ambientes virtuais proporcionam novos espaços de aprendizagem favorecendo a curiosidade, a criatividade, a descoberta de si mesmo e dos outros, a colaboração e a produção do conhecimento, favorecendo uma ação pedagógica colaborativa.

No ambiente cooperativo de aprendizagem se torna fundamental a criação efetiva do conhecimento e da significação e a capacitação de seus participantes, respeitando as individualidades, valorizando e dinamizando a variedade de recursos e competências.

Diante do exposto, o caminho da oportunidade é o melhor a ser trilhado, pois proporciona mudança, transformação e altera conceitos e valores, direcionando a uma nova realidade, possibilitando crescimento e avanço para uma nova dimensão da relação pedagógica.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Web Quest: O rádio como recurso na escola

O rádio é um meio de comunicação de massa popular que permite o alcance de qualquer pessoa, por ter custos baixos e ser de fácil compreensão. Por não se tratar de um formato novo e desconhecido da sociedade, pode haver fácil aceitação das escolas, professores e alunos como recurso metodológico alternativo. O processo de pesquisa realizado sugere, diante do aumento do nível de atenção, da compreensão de texto e da participação e entusiasmo no desenvolvimento de atividades de alunos de classe especial, que o rádio pode ser utilizado como suporte de texto alternativo no processo de alfabetização.


As escolas convivem com uma realidade avaliadora e excludente que é a de alunos que não atingem o desempenho escolar ideal comparados a outros que atingem as médias. As dificuldades de aprendizado estão presentes por diversos motivos. O desafio da educação, escolas e professores é o de se adaptar às diferentes capacidades. O rádio, meio de comunicação simples e de fácil acesso usado como instrumento pedagógico propõe uma alternativa de ensino-aprendizagem para crianças que necessitam de um olhar diferenciado no aprendizado, propiciando experiências estimulantes na educação, relevantes para transformar o tradicional ambiente escolar. A educação tem o desafio de garantir o acesso aos conteúdos básicos que a escolarização deve proporcionar a todos os indivíduos, inclusive alunos com necessidades educacionais especiais.

Acredita-se que, para realizar um processo educacional, já não basta dominar a língua oral e escrita. É preciso alfabetizar-se nas linguagens tecnológicas, dentre as quais encontra-se a do rádio. As tecnologias da informação podem dar um novo impulso ao ensino, auxiliando a atividade dos professores ao estimular o desenvolvimento de competências e capacidades. Mas podem funcionar também como uma fonte de frustração na atual estrutura organizacional da educação.

O rádio como meio eletrônico dinâmico de comunicação e informação, constitui um instrumento importante no processo educacional. A linguagem radiofônica utiliza frases curtas, diretas e garante, por sua vez, a compreensão das mensagens transmitidas. Este potencial educativo do rádio servirá para complementar e aperfeiçoar o processo de ensino/aprendizagem, sobretudo com o rádio na escola como eixo central da proposta metodológica tema gerador.



https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.2&thid=1283f4a4f41b3a1e&mt=application%2Fpdf&url=https%3A%2F%2Fmail.google.com%2Fmail%2F%3Fui%3D2%26ik%3D7a6a488b23%26view%3Datt%26th%3D1283f4a4f41b3a1e%26attid%3D0.2%26disp%3Dattd%26realattid%3Df_g8i94wmj1%26zw&sig=AHIEtbSw74opS-YELnHRCC7v2xOFa-pi0g

domingo, 13 de junho de 2010

Portal do Professor

Portal do Professor

O sítio do Portal do Professor pode ser utilizado como um instrumento pedagógico por professores. Apresenta vários ícones intitulados como “Recursos Educacionais”  (áudio, vídeo, imagem, experimentos, mapa, animação e simulação), cada subitem traz uma relação de projetos já executados em escolas e que deram resultados positivos. Cada projeto selecionado contém uma ficha técnica com a estrutura curricular, objetivo, descrição, observação, autor, fonte de origem, links de acesso (hipertexto) que permitem uma exploração maior sobre o assunto e referência bibliográfica.

Em experimento prático, além da descrição do projeto realizado, traz um link que dá acesso as experiências realizadas com exposição de fotos e explicações do passo-a-passo, possibilitando a obtenção de materiais para aplicação do mesmo em outros espaços.

Em animação e simulação temos acesso a vários exercícios, basta selecionar a série e disciplina desejada.
Também podemos contar com a opção “Cursos e Materiais”, da qual temos acesso a atualizações oferecidas pelas Secretaria de Educação.

Ao acessar a WEBEDUC temos acesso ao Portal de Conteúdos Educacionais – Domínio Público. Portal de acesso livre que nos disponibiliza materiais de pesquisa como livros, vídeos, pesquisas – CAPES (coleção de periódicos e publicações selecionadas pelo nível acadêmico) e cursos de idiomas. Entre outras possibilidades temos o acesso a cursos de mídias na educação  PROINFO – Programa Nacional de Educação Continuada em Tecnologia Educacional - que integra um dos programs de formação continuada do professor.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Redes sociais

Redes sociais são páginas da web que facilitam na intereação entre membros de diversos locais. Elas existem para proporcionar meios diferentes e interessantes de interação.

Uma das características das redes sociais é a liberdade de expressão, pois por meio delas as pessoas e/ou instituições podem mostrar diversas categorias de interesses e de promoção pessoal.

São vários os estudos que abordam a importância das redes sociais na socialização do conhecimento, também chamado capital social. Outro fator que pode ser considerado fomentador das redes sociais são as possibilidades de ampliação do marketing de vendas de produtos ou imagens de organizações diversas.

Para socializar estes saberes na escola o professor poderá utilizar sitios de relacionamentos para divulgar orientações de trabalhos escolares a serem pesquisados pelos alunos, assim como trabalhar a multiciplicidade de uma determinada informação em diversos espaços da web. Ou seja, uma outra alternativa de socialização do conhecimento além da sala de aula.

http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/composraquelrecuero.pdf
http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-2662-1.pdf

terça-feira, 25 de maio de 2010

Olá!


Este blog tem como objetivo socializar nossas experiências com as tecnologias no espaço escolar.

A ideia inicial era transcrever nossas experiências em laboratórios de informática em qualquer período de nossa formação acadêmica, no entanto, decidimos socializar não só nossas experiências enquanto alunos, mas também como professores, inclusive entrevistas com outros professores do ensino fundamental.

Ousado ou não, pretendemos servir de suporte aos profissionais da educação na perpspectiva de quebrar tabus no uso das tecnologias dismitificando, a partir da reflexão nas práxis, as dicotomias temor ou deslumbramento ao poder incondicional das máquinas conforme MOTA (p.73).

Na nossa experiência acadêmica socializaremos inicialmente os textos que contribuiram para nossa formação, com o intuito de ampliar o leque de possibilidades nas práticas educativas com o uso das tecnologias.