quinta-feira, 17 de junho de 2010

A MUDANÇA DA SALA DE AULA PARA O CIBERESPAÇO

As novas tecnologias digitais a cada dia estão mais ligadas as nossas vidas e interferem direta e indiretamente em vários setores da sociedade.

No campo educacional isto não é diferente, elas sugerem uma transformação do ambiente de aprendizagem, possibilitando formas diversas de acesso a informação, pensamento, raciocínio e a hipertextualidade no processo de construção do conhecimento.

Neste contexto, se faz necessário a transformação da prática pedagógica, exigindo dos educadores uma quebra de paradigmas e um novo olhar para seus alunos, levando em consideração a sua multidimensionalidade.

A utilização adequada das novas tecnologias na educação possibilita que o processo de aprendizagem se aproxime da natureza viva e interdisciplinar do processo de construção do conhecimento e da interatividade dos processos cognitivos.

Com os avanços tecnológicos as competências intelectuais, afetivas e éticas progridem para uma visão multidimensional do espaço escolar, ampliando a sua área e contribuindo para um ambiente vasto de aprendizagem.

A prática pedagógica ainda esta aquém dos avanços tecnológicos, porém um avanço considerável pode ser alcançado através da interatividade, conectividade e hipertextualidade, transformando a visão saber.

A tecnologia atual proporciona a transformação da ação pedagógica e cria novos ambientes de aprendizagem. Com isso a um rompimento da pedagogia das certezas, dos saberes pré-fixados e surge uma pedagogia da pergunta e do acessamento de informações, da complexidade, possibilitando "ferramentas" novas para o trabalho como a diversidade, a surpresa e a imprevisibilidade.

Nesta nova configuração pedagógica, o contexto do sujeito/objeto ganha importância, sendo considerado espaço cognitivo que possibilita um avanço do conhecimento num processo de construção e reconstrução de projetos cognitivos locais, que se generalizam através da qualidade e do exemplo. Este novo referencial mostra a complexidade, as contradições, a imprevisibilidade, mutabilidade e a criatividade das relações interpessoais e sociais do ser humano, evidenciando a unidade e diversidade do mesmo e os significados e inter-relações construídas e transformadas pelos indivíduos.

As mudanças oriundas dos avanços tecnológicos possibilitam um novo estilo de sociedade com novas formas de pensar, aprender e de se organizar, gerando um novo ambiente cognitivo. Novas linguagens são socializadas como reflexão do observar, do conhecer, das ações e das emoções, caracterizando a singularidade do ser humano e compondo um ambiente de interação cognitiva, ciência e vida cotidiana.

A complexidade das relações sociais exige um perfil social mais flexível, com estratégias de colaboração entre os pares e uma educação aberta e dinâmica que organize o processo de adaptação entre homem-sociedade-natureza e os limites dessa adaptação.

O novo sentido do aprender requer uma aprendizagem contínua, exigindo da escola um espaço de troca e construção de saberes e competências e isto somente se dá com novos pensamentos, valorizando a relação entre educação e cultura, o desejo, a sensibilidade e a afetividade.

Este cenário requer que a educação desenvolva a habilidade para contextualizar e globalizar os saberes, através da diversidade de conexões, criando assim um ambiente propício para a interdisciplinariedade, multidisciplinariedade e a transdiciplinariedade. Neste contexto, paradigmas do individualismo pedagógicos devem ser quebrados e a construção de novos ambientes de aprendizagem/ensino devem passar a fazer parte de nosso cotidiano.

Os novos ambientes virtuais proporcionam novos espaços de aprendizagem favorecendo a curiosidade, a criatividade, a descoberta de si mesmo e dos outros, a colaboração e a produção do conhecimento, favorecendo uma ação pedagógica colaborativa.

No ambiente cooperativo de aprendizagem se torna fundamental a criação efetiva do conhecimento e da significação e a capacitação de seus participantes, respeitando as individualidades, valorizando e dinamizando a variedade de recursos e competências.

Diante do exposto, o caminho da oportunidade é o melhor a ser trilhado, pois proporciona mudança, transformação e altera conceitos e valores, direcionando a uma nova realidade, possibilitando crescimento e avanço para uma nova dimensão da relação pedagógica.

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